Da Série Sistemas Municipais de Turismo – COMTUR e a POLÍTICA DE TURISMO – PARTE II: CIDADES GRANDES, A MATEMÁTICA DA GESTÃO TRIPARTITE.

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Para cidades grandes com aproximadamente, mais de 250 mil hab. e ou Orçamento acima de 500 milhões/ano, a pauta hoje é a Parte II da matemática da gestão tripartite dos COMTURs.

Para grandes cidades, inclusive Capitais, tudo muda. Diferente de pequenas e médias da Parte I do texto sobre a Matemática da Gestão Tripartite, disponível em post anterior neste Blog, as demandas crescem proporcionalmente à diversidade que gira entorno da dinâmica econômica e social. Pressões políticas de respostas às necessidades de determinados grupos aglomeram-se e concorrem entre si. Gargalos e desafios vem junto com inúmeras possibilidades e oportunidades para mais e maiores projetos estruturantes e estruturais, eventos, inovação de produtos e serviços. Por este contexto todo, mudanças na gestão do COMTUR e na sua configuração tornam-se necessárias.

Na GESTÃO: o Poder Público (PP) ganha maior protagonismo na condução dos trabalhos, na medida em que torna-se salutar que o próprio Secretário de Turismo seja o Presidente do COMTUR. Motivo: A) Quanto maior a cidade, mais dinamismo e menos disponibilidade de tempo para que EMPresários individuais possam assumir a condução do processo como um todo, e a agenda de compromissos, que passa a ser mais intensa e apertada.  Lembre-se que dentro do COMTUR nenhum cargo diretivo é remunerado. B) O executivo da pasta de turismo deve estar ligado ao Prefeito a ao projeto politico da Cidade. Alinhamentos oblíquos criam desconforto dentro da estrutura executiva e possíveis disputas de poder podem surgir. Elas só dividem e nada somam ao desenvolvimento de um ambiente sustentável de cooperação, tão necessário ao turismo.

Na CONFIGURAÇÃO, cresce o número, atuação e presença do TERceiro Setor no COMTUR. Há uma tendência natural que proprietários passem a ver nas entidades o caminho para representatividade do seu negócio. Contudo, este terceiro setor deve ser dividido em dois grupos, um com entidades que representam diretamente a cadeia de valor do turismo (Ex: Associações, Federações e Sindicatos de Turismo, etc) , e outro, com as que não são turística (Ex: Associção Comercial, CDL, etc). As inequações abaixo fazem com que os processos democráticos e de cooperação possam propiciar inúmeros ganhos, dentre eles a melhora do nível das discussões das pautas do COMTUR.Pois, mesmo que a Secretaria conduza os trabalhos terá que observar às demandas da oferta local, da mesma forma que pode articular dentro de uma política de cidade.

Na matemática tripartiste,  as inequações ficam as mesmas:

                 EMP>PP          EMP>TER.S          PP+TER.S > EMP.

Sendo que:

     -Entidades da Cadeia de Valor do Turismo – EMP

     -Entidades não turísticas – TER.S

     -Poder Público – PP

Esta disposição  objetivam a manutenção do equilíbrio político e institucional do COMTUR dentro da política de longo prazo de turismo no município.

Na Política de Turismo, a gestão via COMTUR é estratégica. Mas quais são as vantagens para o Gestor Público neste processo? Respostas ficam para os próximos posts. Aguardem.

Dúvidas, esclarecimentos? Escreva!

Boa leitura.

Abraços, Mielke.

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