ÁREAS ESPECIAIS DE INTERESSE TURÍSTICO. PARTE I – O contexto, o modelo e o que vem pela frente. Série Política de Turismo, por Eduardo Mielke.

O já com problemas Ministro do Turismo, o Dep. Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) declarou ao Diário do Nordeste de 29 de Janeiro de 2019, que a atuação do MTUR será  feita com base em três pilares. Sendo que uma das estratégias é a criação de várias Áreas Especiais de Interesse Turístico (AEIT), onde, segundo o ministro, Cancún é o caso que “melhor retrata” o sucesso desta iniciativa.  

Dentro deste contexto, O Blog de Capacitação Gestão & Política de Turismo no Município foi atrás das informações para melhor entender tudo isso. Já adianto que o assunto é bem controverso. Há argumentos de ambos os lados. Há os que acham que foi uma bela e ousada saída para a o turismo mexicano, e há aqueles que acham que Cancún trouxe nada mais do que destruição e exclusão. O fato é que precisamos aprender com tudo isso…então vamos lá!

O modelo de desenvolvimento turístico de Cancún, cujo projeto teve início nos anos 70, muito se assemelha conceitualmente aos Polos de Desenvolvimento de François Perroux (1903-1987), muito utilizado pelo governo brasileiro nos mesmo período (a Zona Franca de Manaus, é um exemplo deste tipo de modelo). Talvez não seja coincidência, que tais processos tenham sido contemporâneos. A ideia se baseava na criação de aglomerações empresariais, como forte investimento estatal de base para o desenvolvimento de regiões com baixo índices de desenvolvimento e investimento.

Há muito que discutir. Por isso fazer tudo isso em um único texto, seria no mínimo sacrilégio. Portanto, dividi o assunto em três partes.

O que vem pela frente. Além desta, a PARTE II – O sucesso de Cancún, trará as vantagens e os impactos positivos do modelo, trazendo indicadores de investimento, geração de renda e emprego. Já a PARTE III – Cancún, o que deu errado., destacará os impactos negativos, sobre tudo nas comunidades locais e no meio ambiente. E por fim a PARTE IV – Cancún brasileiro? O que devem aproveitar., traz uma análise da aplicação do modelo dentro do contexto brasileiro e sobretudo do Turismo moderno de hoje em dia. O debate é importante e envolve todos nós, inclusive você.

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Abraço e obrigado pela confiança.

Para quem não me conhece, meu nome é Eduardo Mielke. Meu trabalho é auxiliar Governos na busca por  processos cooperativos que resultem numa melhor articulação entre ele, Terceiro Setor e o Empresariado. O resultado e o que importa mesmo, é a geração de emprego e renda local. O resto é conversa fiada.

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TEXTO 101 – #10yearschallenge. 2007/2017. O Blog não poderia ficar de fora! Série Política de Turismo, por Eduardo Mielke.

Neste texto abre-alas deste ano, peço ao leitor que observe com muita atenção duas coisas no tabela/gráfico baixo: (A) Nosso desempenho histórico (em vermelho) nestes 14 anos e, (B) o desempenho do resto da América do Sul (em azul), no mesmo período, ok?

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Analisando o histórico desde 2003 (primeiro ano do PNRT), tem-se um excelente exemplo da diferença entre querer e fazer por onde. E neste quesito, os números não mentem. Perceba que se compararmos a performance brasileira com o resto da América do Sul, chego a conclusão que o problema é interno, como sempre. 

E o que mais me impressiona é ver que, mesmo passados 15 anos, vendo o país patinando em torno de si mesmo, as metas propostas na nova cartilha do PNRT, recém publicada pelo MTUR,  trazem números que me remetem a algo prematuro e sem lastro ou argumento, que sustente tecnicamente. 

Veja. Se a meta para 2022 é praticamente duplicar o número das chegadas internacionais, dos atuais 6,5 para 12 milhões, então é melhor o MTUR rever mesmo seus conceitos. O documento traz um showroom do mais do mesmo, inclusive  incluindo aquelas antigas ações de sensibilização lá dos anos 90, época do finado PNMT. Não estamos mais na época daquele discurso generalista e introdutório!!!

Pouco e quase se fala em mercado, sobre uso de novas tecnologias, processos efetivos de gestão cooperada com o trade local, ou sobre as bases legais das quais se possível definir responsabilidades e garantir investimentos tão necessários…Diante de tantas mudanças no cenário político e institucional, confesso que esperava pelo menos alguma sinalização rumo a tais direcionamentos. 

Mesmo porque, as deficiências da atual Política Nacional de Turismo são bem conhecidas. Bem como também são, as boas práticas realizadas individualmente por diversos Municípios brasileiros que lograram obter resultados contundentes. O mesmo serve para Estados que avançaram no estabelecimento de Leis mais úteis, como por exemplo a Lei dos MIT (Municípios de Interesse Turístico). Mostram que as assembléias e câmaras conseguem aprovar leis muito mais úteis do que aquelas da rota x ou cerveja y…

É bom lembrar que muitos Municípios seguem o que o MTUR, acabando sendo o órgão quase que a única referência para tudo. E do jeito que está,  o #10yearschallenge, vai ser de fato, bem challange mesmo. O que me resta é aguardar que a cartilha e todos os próximos passos da política de turismo nacional, possam ser aprimorados rumo ao que de fato interessa: o fortalecimento do Turismo nos Municípios. 

OBS: Ainda que a cartilha do MTUR não seja um documento acadêmico roga-se suprir com informações corretas quando do uso de uma referência bibliográfica.

 

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Texto 100 – 2019, O QUE O BLOG Gestão & Política de Turismo no Município, GOSTARIA DE VER?? O QUE PRECISAMOS VER SE QUISERMOS NOS TORNAR UM PAÍS TURÍSTICO, por Eduardo Mielke.

Olá! Basicamente em 2019 quero, e não queria, ver duas coisas, bem pontuais. Então, vamos lá!!!

1. RECUPERAÇÃO DO PAPEL DOS ESTADOS NO DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NOS MUNICÍPIOS…Os Estados tem em mãos uma grande oportunidade de recuperar seu papel perdido. Trata-se de algo que vai muito além de ser um mero interlocutor de um obtuso projeto da regionalização. O Est. de SP, por exemplo com a Lei 1.261/2015 dos MIT (Municípios de Interesse Turístico), se destaca nesta área. O mais importante desta iniciativa, é que ela traz luz à responsabilidade do desenvolvimento do turismo aos municípios. Porém, sob uma tutela mais criteriosa do Estado. E isto é significativo!! Assim, as Cidades param de ciscar ao sabor do ventos políticos de plantão, numa bagunça institucional, e passam a assumir uma posição como co-autoras do seu próprio sucesso. Adiciono aqui também a experiência de MG como ICMS Turístico  que está na vanguarda.

QUERO VER as demais UFs seguindo tais práticas, pois este é o papel do Estado. É o Estado dizendo a que veio!!! Ninguém vende um Estado como Destino Turístico, como quer o recém eleito governador do Paraná. O Estado é meio, e não o fim em si mesmo.

PRECISAMOS VER o novo MTUR reverberando tais práticas como Política  Nacional de Turismo, deixando mais claro o papel dos Municípios, Estados e União. Que o MTUR instigue o real compartilhamento das responsabilidades entre os três níveis de poder. A categorização já foi um belo passo. Seguir nesta linha, é a única saída que ele tem, em  meio a esta “Guerra do Iraque” em que se meteu, desde 2003.

2. MAIS TECNOLOGIA E MENOS GASTOS COM A TRILOGIA DOS HORRORES…Muito tenho falado no folderzinho+mapinha+roteirinho. Esta caquética trilogia do horror não trás resultado. Insistir nos inhos, é carimbar em três vias a ignorância absurda do que é fato: As pessoas não confiam mais no que o Estado diz sobre si mesmo. Destinos Turísticos de resultado, já perceberam que por exemplo, mapear percepções através das mídias sociais e trabalhar com Blogs de Viagens, além de custar muito menos, trazem um público mais customizado ao que cada Cidade tem a oferecer. É uma estratégia que impacta diretamente nos níveis de satisfação dos turistas….e no volume do que eles postam…

PRECISAMOS VER Secretárias Estaduais investindo em programas de capacitação em TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) possibilitando que cada empresariado  aprenda como aproveitar a mais potente ferramenta de promoção e comercialização do turismo: as Mídias Sociais. Assim, o poder público joga a responsabilidade nas mãos daqueles que são os principais interessados. E de quebra, deixa de carregar para si o infortúnio dever de divulgar o município.

QUERO VER AS Secretárias inserindo estes TIC-critérios dentro da sua política estadual de turismo e, com ações que instiguem a parceiras com startups, buscando iniciativas dentro do contexto da Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês). A experiência do visitante e suas percepções são matérias primas para qualquer estratégia de mercado. Pense nisso.

Como todo início de Governo, a esperança se renova. Estes são os votos para o Turismo brasileiro em 2019!!! Que assim seja…

Aproveito para dizer aos leitores e seguidores do BLOG G&PTM, que agradeço sinceramente pela sua confiança em 2018. Este espaço cresceu muito graças ao seu interesse e dedicação do seu trabalho. A todos, um Feliz Natal e um 2019 bem melhor.

Muito obrigado e um abraço.

EM

OBS: Voltamos na 3a semana de Janeiro com mais textos e quem sabe nosso canal no youtube! Insha’Allah.

 

Texto 99 – O ROTEIRO TURÍSTICO QUE ELABORAMOS NÃO VENDEU NADA! Entenda o que deu errado. Série SIMTUR, por Eduardo Mielke.

Se o Roteiro Turístico não vendeu, não necessariamente ele está mal feito. Calma! Muito provavelmente você está batendo nas portas erradas. Desde já é importante ter em mente que elaborar Roteiros NUNCA deveria ser papel nem da Secretaria de Turismo, muito menos do COMTUR. Além disso, antes de mais nada, Roteiro Turístico ou Rota, é um produto. Algo que se vende. Algo que vai para “prateleira”. Portanto, deve ser concebido a partir de uma perspectiva comercial. Dito isso, aqui vai um passo a passo que você precisa seguir. Vamos lá…

PRIMEIRO PASSO. Antes de pensar num Roteiro identifique o TEMA principal. Se é Rota  das Louças, do Vinho…etc. Tente ao máximo atrelar este tema ao DNA do seu Município, e/ou aos novos setores que estão surgindo, como é o caso da Cerveja Artesanal. A partir daí, a dica aqui é identificar, escolhendo os micro e pequenos negócios que mais possam se beneficiar DIRETAMENTE do fluxo turístico.

SEGUNDO PASSO. Definido o tema principal, chame imediatamente os Guias de Turismo da sua Cidade ou Região (os mais atuantes), bem como também, as Agências de Viagens/Pequenas Operadoras que já vendem produtos dentro da mesma temática. Estes grupos de empresas são os pilares de qualquer iniciativa de roteirização. Organize 3 a 4 reuniões a cada 3 semanas com eles, cuja missão é formatar o produto.

Fazendo isso, você que trabalha na Secretaria de Turismo, não irá mais perder seu tempo fazendo aquilo que não é o seu trabalho. E de quebra arruma um bom grupo de trabalho para fazer aquilo que eles sabem fazer. 

TERCEIRO PASSO. Capacitação. Junto com o SEGUNDO, chame todos aqueles micro e pequenos empresários e os capacite em duas frentes:

1o Sobre Mídias Sociais. Como postar, com boas fotos e gravar vídeos curtos, ajuda e muito. Como gerenciar as contas e abastece-las, fazendo com que cada estabelecimento crie sua própria rede de contatos em todas os veículos possíveis (Instagram, Facebook, Twitter, etc). Aqui, quanto mais é mais mesmo. Mas, muito mesmo. A saída é articular parcerias locais, para esta tarefa. Sem recurso, não há outro jeito.

2o Sobre Política tanto de Preços (atacado e varejo – balcão & operadora), como de comissionamento. Sem COMISSÃO, TURISMO NÃO EXISTE. Ninguém vai te vender, se não ter bem exposto o benefício$. Não adianta ter 100.000 seguidores se o estabelecimento não dá negócio. Lembre-se disso.

QUARTO PASSO. TESTE & MÍDIA. Terminado o SEGUNDO PASSO realize três ações concomitantes.

1o. Teste o Roteiro com os Gerentes de Hotéis e Pousadas da sua Cidade, e com os Guias  de Turismo que trabalharam na formatação do produto. Visite os estabelecimentos, anote e avalie junto com eles. Mesmo porque, serão eles que irão potencialmente indicar o seu produto para os hóspedes deles.

2o Tente identificar Blogs  e Blogueiros de Viagem que poderiam visitar a região gerando boas matérias (mídia dirigida). Articule!!

3o Monitore como está o desempenho das contas das redes sociais de cada estabelecimento. Veja se eles estão fazendo a tarefa de casa. Lembre – se: Aqui Andorinha faz verão sim!!

Para você, que trabalha na Secretaria de Turismo: Desta forma, você foge do horror de ficar buscando recursos para o folderzinho e mapinha…tudo inha inha. Custa caro, e hoje em dia, ninguém mais acredita. Em outras palavras, para de ficar batendo na porta errada, e começa a fazer aquilo que é seu trabalho. Articulação, articulação e articulação. 

Veja. Este trabalho é constante e permanente, até que o Roteiro ande por suas próprias pernas. O que em outras palavras, significa que está gerando uma certa estabilidade de visitação ao longo do ano. Para isso, é fundamental que a cada 6 semanas, você junte os envolvidos para conversar sobre justamente o andamento do desempenho das vendas. É difícil? Não. É trabalhoso! Seja Bem Vindo ao Turismo. Uma engrenagem que só funciona no COOPERAR PARA COMPETIR. Lembre-se disso.

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Texto 98 – O MUNICÍPIO VIZINHO NÃO QUER COLABORAR COM O TURISMO DA MINHA REGIÃO. O QUE FAZER? Série Política de Turismo, por Eduardo Mielke.

Esta estória de “vamos precisar de todo mundo” a lá Beto Guedes, dentro de uma perspectiva do Turismo Regional, simplesmente não funciona. Tais ideias só encontram afago no labirinto-gardenal das cabeças-rivotrilanas quem as idealizaram. E ainda que você consiga ver de forma clara, límpida e cristalina a importância da atualção regional, e de todos os seus benefícios, é necessário que haja determinadas realidades-europeanas para que isso resulte em processos cooperados de fundamento. São bases jurídico-institucional das quais o estado brasileiro não possui sob nenhum aspecto.

Para ajudar, muitos municípios se caracterizam por disputas com requintes de ciumeira milenar. Muitas vezes o entrevero começou lá na 5a Série quando os avós dos atuais Prefeitos disputavam o título de “Rei do Campinho” ou pior, a 1a paixão. Além disso, tudo é uma questão de referência. Temos uma tendência natural de nos comparar com quem está mais próximo.

Cada Município é um universo. Os problemas estruturais e sociais que enfrentam, são geridos a partir de uma perspectiva também Municipal e não Regional. Inclusive a captação de recursos federais assim o é. E, desde o ponto de vista turístico, nunca se esqueça que os Municípios são em primeiro momento, competidores entre si. E este processo só é amenizado quando a prosperidade é um fato. Traduz-se em renda, emprego e sobretudo overbooking. A necessidade de “repartir o bolo com os vizinhos” passa a ser uma questão de sobrevivência. Barganhar e negociar na discrepância e em tempos de crise, é para muito poucos.

E é a partir deste contexto, que lidamos com aqueles Municípios que não querem colaborar. E para lidar com eles, a resposta é simples: Ajuda-se quem quer ser ajudado. Ao invés de você ficar perdendo tempo tentando entender os porquês da falta de consciência do Prefeito e de suas  demais lideranças, concentre-se em fazer o seu Município atingir seus próprios objetivos. Uma região forte só se faz com Municípios fortes e este processo é individual de cada um, pense nisso.

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Texto 97 – PROMOVENDO O TURISMO DA SUA CIDADE DE FORMA MUITO EFICIENTE E BARATA. SAIBA COMO TIRAR PROVEITO DA FOFOCA!!! Série SIMTUR, por Eduardo Mielke.

Fofoca é tudo!! É o que mais ajuda na promoção do seu destino. Aliás, você sabe o que as pessoas estão falando sobre a sua Cidade?

Chega de folderzinho, mapinha e roteirinho… Desapegue destes velhos costumes custosos, e que não te levarão mais a lugar algum. Não funciona mais… Se você é Secretário, direcione boa parte da sua equipe, inclusive você, para lidar com que mais importa: A fofoca virtual sobre o que sua Cidade realmente é! O teu resultado depende disso. Pode ter certeza. Então, aqui vão algumas dicas…

QUER DIVULGAR UM EVENTO ou PRODUTO… Certifique-se de três coisas: A) Que os principais ou maioria dos equipamentos turísticos (hotéis, restaurantes, agencias de receptivo, Guias de Turismo, todos tem a arte do evento e estão divulgando nas suas respectivas redes sociais (se possível oferecendo algum benefício como promoções, descontos…etc…). Lembre-se: Cooperar para Competir e,  B) Que seu evento ou produto está circulando nas comunidades a fins nas mídias sociais. C) Se blogueiros e a fins estão comentando sobre o seu evento. Aliás, quer gastar bem na promoção, se eu fosse você procurava estas pessoas.

NO TWITTER, INSTAGRAM, SNAPCHAT…FACEBOOK… Monitore a movimentação de likes e compartilhamentos. Veja o que dá mais Ibope. Use esta analise para entender melhor o comportamento daqueles que estão consumindo sua Cidade. Para a coisa andar, aqui vale a regra dos 3Cs = Consistência do que você pública (qualidade daquilo que vai ao ar) + Congruência sobre os segmentos (pontos fortes da sua cidade, atrelados ao calendário de eventos) + Continuidade, sempre deixando suas contas bem abastecidas com o que você tem de melhor. Destino Inteligente é isso…

COMENTÁRIOS & FOFOCAS… Nunca deixe de responder algum comentário bacana à respeito da sua Cidade, Produto ou Empresa, nas mídias sociais. Se alguém elogiar, agradeça e dê uma resposta sugerindo mais informações sobre aquilo que ela gostou. Compartilhe sempre marcando-a…Todo mundo gosta de ser lembrando por um esforço voluntário. Pega bem, e as pessoas sentem-se participantes do processo como um todo. Envolvendo-as você cria movimentos positivos…que sempre ajudam lá na frente.

Boa sorte! Estaremos sempre por aqui para te auxiliar. Dúvidas, esclarecimentos? Escreva. Curta a fanpage @politicadeturismo

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PRÊMIO NACIONAL DE TURISMO 2018. FOMOS INDICADOS E VOCÊ, CARO LEITOR DO BLOG, FAZ PARTE DE TUDO ISSO!!!

GRATIDÃO. GRATIDÃO. GRATIDÃO.

Este post especial é de agradecimento pela confiança que você, caro seguidor do Blog Gestão & Política de Turismo do Município, depositou no Blog desde sua existência em 2016. Temos recebido diariamente manifestações de carinho e atenção. Honestas e diretas, que nos fazem seguir a diante.

Cada dúvida tirada por inbox. Cada convite. Cada workshop. Cada livro comprado. Cada curtida no face. Cada like no Instagram. Cada crítica. Cada sugestão. Cada comentário aqui no Blog. Tudo isso faz parte. Obrigado por estes pequenos movimentos que representam tudo isso.

A indicação, na categoria ACADEMIA, faz parte de um processo em que todos vocês fazem parte. Vocês também representam aqueles que querem um país com o Turismo que de fato, cumpra com o seu papel social, na geração de empregos e renda local. Além de poder ser um fundamental instrumento, pelo qual nunca esqueçamos de onde viemos.

Também felicito os demais indicados. São profissionais com um estimado CV de realizações que merecem também nosso aplauso.

Muito obrigado.

Eduardo Mielke.

 

Texto 96 – COMTUR que funciona é aquele que acolhe….mas quem acolher?? Quem escolher para fazer parte dele? Série SIMTUR, por Eduardo Mielke.

COMTUR que funciona é aquele que acolhe…

Isto é um fato. Porém, vamos entender o que está por trás desta frase. Veja. Todo mundo precisa se sentir acolhido. Se o turista sente-se assim, satisfação é o que ele irá transmitir ao publicar nas mídias sociais sobre o seu destino. O mesmo conceito ou sentimento é o que nos faz frequentar voluntariamente uma associação ou cooperativa. E no caso dos conselhos, não é diferente.

Acolhimento tem a ver com a sensação de ser atendido. Neste caso pergunto a você: O seu COMTUR tem atendido os conselheiros? A resposta desta pergunta, se faz com outra questão (escrita de forma diferente): Você sabe o que os conselheiros estão esperando hoje do COMTUR? Para que ele serve, na cabeça deles? Ou, em outras palavras: Quais são as expectativas dos conselheiros sobre o papel do COMTUR?

Você precisa ter isso bem claro, de outra forma o COMTUR não irá para frente…

Para que o COMTUR serve.  De acordo com o SIMTUR ele tem um papel bem claro: É a ARENA DE ACORDOS, ESTABELECENDO E MONITORANDO as Estratégias Turísticas e Diretrizes de Planejamento. Logo, é vital entender ou perceber o quanto os conselheiros tem este papel bem claro, e o quanto eles o preservam diante das pressões.

Dentro dos princípios do SIMTUR (democracia, cooperação e inclusão), costumo orientar as pessoas sobre quem deve fazer parte do conselho, dando algumas dicas. Então, vamos lá…

SELEÇÃO NATURAL: Não exclua pessoas interessadas em participar. Aquelas que não dão conta em lidar com grupos de pessoas por ser muito umbigo, não se cria. Não se preocupe. Logo logo eles saem. Neste grupo normalmente encontram-se os malas, e os bem mal intencionados.

MATEMÁTICA DO COMTUR: Procure deixar o poder público o mínimo possível de cadeiras, dando lugar ao 3o setor e ao empresariado (nesta ordem). Sobre este grupo, convide empresários do bem e que olhem para frente. Há um texto no Blog que fala sobre isso (leia ele aqui).

Importante: a presidência do COMTUR pode até ficar na mão do Secretário no início.  Mas isso tem prazo de validade: 12 meses. Em COMTUR já instituídos, nunca deve ficar com o poder público. Lembre-se: turismo é negócio.

PERFIL TURÍSTICO: Não determine quantidades de cadeiras para cada setor, como por exemplo 2 para hotelaria, 2 para eventos, 2 para x, 2 para y, etc….Isso não funciona, pois depende muito do tipo de turismo que é praticado na sua cidade. Deixe esta “separação” acontecer normalmente. Será o perfil de mercado da sua Cidade que dará a letra sobre este aspecto. E a determinação deste perfil é consequência das discussões daquela arena de acordos. Ela vem com o tempo a seu tempo.

PESSOAS: No final das contas o COMTUR será feito por pessoas. Invista naquelas pró-ativas, do bem, e com espírito empreendedor e de cooperação. Aquelas que entendem que Turismo se faz em cadeia, e não sozinho. Este critério deve ser usado, sobretudo, quando for convidar os empresários.

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Texto 95 – O QUE ESPERAR DO GOVERNO BOLSONARO PARA O TURISMO? Série Política de Turismo, por Eduardo Mielke.

Antes de tentar imaginar o que se passa na cabeça do Presidente eleito, o fato do tema segurança pública ser uma das prioridades do seu Governo, já é uma baita ajuda.  Também ajuda o anúncio das intenções acerca da desburocratização, rapidez na emissão de vistos, reformas, diminuição de impostos e do tamanho do Estado. Na atual situação, tudo ajuda. Não é mesmo? 

O que realmente está me preocupando, são as apostas naquelas velhas e ultrapassadas demandas do setor que estão sendo pleiteadas. Mais recursos para promoção turística (sobretudo internacional), investimentos em infraestrutra e capacitação, são nada mais do que um “re-make”, daquela trilogia da depressão (“Temos potencial, mas não é explorado. Falta divulgação“.” Além disso, até a própria discussão sobre a possibilidade do MTUR sumir do mapa ministerial,  também não tem mais sentido. Chega desta história do mais do mesmo.

Basta ver os númerosScreenshot 2018-10-30 at 14.16.01.png do quanto o Brasil patina ao redor dos 4-6 milhões, mesmo antes de 2002. Veja. Se o novo governo de Jair Bolsonaro quiser de verdade fazer a diferença, é vital que adote uma Política de Turismo Nacional, voltando todos os olhares de forma prioritária às verdadeiras bases do negócio turístico, que são as Empresas Turísticas no nível micro, e os Municípios em nível macro. 

Neste sentido destaco 3 pontos principais….

PRIMEIRO. Não dá mais para fazer política de turismo séria, ouvindo Secretário Municipal de Turismo dizer aquela máxima “Temos que ver se o Prefeito vai gostar do projeto“. Urge a implementação de sistemas mais inteligentes de Gestão Turística no Município, como o SIMTUR, através do tripé – C&VB + COMTUR + Poder Público, quebrando  definitivamente a dependência do setor público. Iniciativa privada e o Terceiro Setor, devem estar de forma legítima, mais próximos das suas respectivas responsabilidades pelo sucesso. Chega de governar sozinho.

SEGUNDO. Não dá mais para fazer política de turismo séria, com eventos que seguem desconectados com a economia(s) das Cidades. Quase que a totalidade delas ainda não realiza eventos, cujo tema principal esteja associado diretamente a algum dos respectivos pilares econômicos locais. O poder de propulsão do mercado local através dos eventos é notório. Esse é o seu DNA. Mais uma vez, trata-se de uma mudança de foco.

TERCEIRO. Não dá mais para fazer política de turismo séria, sem a adoção das TI&C como ferramenta estratégica e de constante monitoramento das percepções das experiências vividas (postadas nas mídias sociais) tanto pelos locais e como pelos turistas. Urge a compreensão de que a imagem turística de um país é um somatório de pequenas imagens, que emergem a partir de pequenos esforços que acontecem nas Cidades todos os meses, todos os dias. Mais precisamente em seus bairros e áreas rurais. E, mais ainda pontualmente, nos restaurantes, bistrôs, lojas, atrativos, nas feiras livre e etc. Tudo vai parar no celular…e de lá para o mundo.

Em outras palavras, a competitividade dos destinos surge de baixo-para-cima, a partir de algo real, do honesto e do expontâneo. Somente o olhar às bases poderá fazer o Brasil aproveitar de fato aquilo que tem de graça. Portanto, ao invés de pedir mais dinheiro para infraestrutura e/ou divulgar o “nunda”, a esmo esperando vir o nunca”, olhe localmente. Será daí que você vai começar a ver o resultado de uma Política que pode ser percebida pelo mercado e pelas pessoas, globalmente.

Que a equipe de Bolsonaro veja tudo isso. É o que eu espero. Dúvidas, esclarecimentos? Escreva. Curta a fanpage @politicadeturismo

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